Ficha 01 · Montagem e ritmo
- Organizar material
- Aplicar cortes
- Construir ritmo
- Garantir continuidade
Parte I · Fluxo e organização
Exercício 1 · Etapas (10 pts)
Ordena a pós-produção (1 a 6):
- ___ Cor
- ___ Rough cut
- ___ Ingestão + backup
- ___ Som
- ___ Exportação
- ___ Fine cut
- Ingestão + backup
- Rough cut
- Fine cut
- Som
- Cor
- Exportação
Exercício 2 · Selects e proxies (15 pts)
a) O que são "selects" e porquê marcá-los? (8 pts)
b) Para que servem proxies? (7 pts)
a) "Selects" são as melhores takes de cada plano, marcadas no visionamento inicial. Marcar poupa imenso tempo: monta-se a partir do melhor material em vez de revisitar tudo a cada decisão.
b) Proxies são versões de baixa resolução dos clips, usadas para editar 4K com fluidez em computadores modestos. Na exportação, o NLE volta a usar os ficheiros originais (qualidade total).
Exercício 3 · Não-destrutivo (5 pts)
O que significa a edição num NLE ser "não-destrutiva"?
Os ficheiros originais nunca são alterados. A timeline guarda apenas instruções (que clip, que troço, que efeito). Pode-se sempre voltar atrás, refazer cortes ou re-exportar sem perder o material-fonte.
Parte II · Cortes
Exercício 4 · Tipo de corte (15 pts)
Indica o corte adequado:
a) Diálogo: ouvir a próxima personagem antes de a vermos. ___
b) Ligar um plano de uma roda a girar com um disco de vinil. ___
c) Vlog: encurtar uma frase longa no mesmo enquadramento. ___
d) Disfarçar um corte e mostrar a reação de quem ouve. ___
a) J-cut (som entra antes da imagem). b) Match cut (semelhança visual/forma). c) Jump cut (intencional — elipse). d) Cutaway / insert (corte para reação).
Exercício 5 · Transições (10 pts)
Um aluno usa wipes e zooms entre todos os planos. Comenta criticamente.
Erro comum de principiante. A transição mais profissional e "invisível" é o corte simples (hard cut). Wipes/zooms/efeitos chamam a atenção para si próprios, datam o vídeo e quebram a imersão. Devem usar-se só quando servem a narrativa (ex.: dissolve para indicar passagem de tempo). Por defeito: corta-se.
Parte III · Ritmo e continuidade
Exercício 6 · Ritmo (15 pts)
a) Onde se deve, em geral, fazer o corte (relativo à ação/som)? (8 pts)
b) Que efeito tem cortes curtos e rápidos vs planos longos? (7 pts)
a) Na ação (a meio de um movimento contínuo — match on action, corte "invisível") e nas batidas (música, emoção, pontuação da fala). Cortar em pontos mortos sente-se artificial.
b) Cortes curtos/rápidos → tensão, energia, urgência (ação, trailer). Planos longos → contemplação, calma, peso emocional. O ritmo é uma ferramenta dramática deliberada.
Exercício 7 · Jump cut acidental (15 pts)
Ao cortar entre duas takes do mesmo plano (mesma pessoa, quase o mesmo enquadramento), nota-se um "salto" feio. Que problema é e como o evitar/resolver?
É um jump cut acidental: os dois planos são tão parecidos que o sujeito "salta" no quadro (quebra de continuidade desagradável).
Evitar/resolver: - Cortar para um plano diferente (outra escala/ângulo — cobertura da rodagem). - Inserir um cutaway (detalhe/reação) entre os dois. - Regra dos 30°/30mm — só cortar entre planos do mesmo sujeito se o ângulo/escala mudar o suficiente. - Usar J/L cut para suavizar.
(É por isto que a cobertura na rodagem — UC02233 — é essencial.)