Ficha 01 · Fundamentos, vistas e projeções
Exercício 1 · Normas e finalidade
Explica, por palavras tuas, para que serve uma norma no desenho técnico e dá dois exemplos de organismos/normas (um internacional e um português).
Resposta:
Uma norma fixa a forma correta e universal de representar cada elemento, para que o desenho seja lido da mesma maneira por quem projeta, fabrica e inspeciona — independentemente do país.
- Internacional: ISO (ex.: ISO 128, ISO 129).
- Portuguesa: NP (Norma Portuguesa, do IPQ). Também é muito usada a alemã DIN no setor automóvel.
Exercício 2 · Tipos de traço
Indica o traço correto para cada caso: (a) contorno visível; (b) aresta escondida; (c) eixo de simetria; (d) linha de cota.
Resposta:
- (a) Contorno visível → contínuo grosso.
- (b) Aresta escondida → traço interrompido (tracejado).
- (c) Eixo de simetria → traço-ponto fino.
- (d) Linha de cota → contínuo fino.
A hierarquia grosso/fino é o que dá leitura imediata à peça.
Exercício 3 · Escala e cota
Uma peça de 300 mm é desenhada à escala 1:5. (a) Que comprimento ocupa no papel? (b) Que valor se escreve na cota?
Resposta:
- (a) 300 ÷ 5 = 60 mm no papel.
- (b) A cota escrita é 300 — a cota indica sempre a medida real, nunca a do papel. A escala não altera as cotas.
Exercício 4 · Escolher a escala e o formato
Tens de representar uma cavilha de 12 mm de comprimento com detalhe, e uma travessa de 1500 mm. Sugere uma escala adequada para cada uma.
Resposta:
- Cavilha (12 mm, muito pequena) → ampliação, ex.: 5:1 ou 2:1, para se ver e cotar o detalhe.
- Travessa (1500 mm, grande) → redução, ex.: 1:10 ou 1:20, para caber no formato.
Regra: escolhe a escala que faz a peça caber no formato mantendo a legibilidade.
Exercício 5 · Construção geométrica
Descreve como divides uma circunferência para desenhar um hexágono regular inscrito (útil para uma cabeça de parafuso), usando compasso.
Resposta:
O lado do hexágono regular é igual ao raio. Com a abertura do compasso igual ao raio da circunferência, marca-se um ponto qualquer na circunferência e vai-se "andando" com essa mesma abertura à volta: obtêm-se 6 pontos igualmente espaçados. Unindo-os, tem-se o hexágono.
Exercício 6 · Projeção — 1.º diedro
No método do 1.º diedro, indica onde se desenham, relativamente ao alçado: (a) a planta; (b) a vista lateral esquerda. Porque é importante o alinhamento das vistas?
Resposta:
- (a) A planta (vista de cima) desenha-se por baixo do alçado.
- (b) A vista lateral esquerda desenha-se à direita do alçado.
O alinhamento importa porque as vistas partilham medidas: alçado e planta partilham a largura (alinham na vertical), alçado e lateral partilham a altura (alinham na horizontal). Isso transporta as dimensões e serve de verificação de coerência.
Exercício 7 · Escolher as vistas
Uma peça em forma de L, com um furo só na face frontal, precisa de quantas vistas? Justifica.
Resposta:
Bastam normalmente duas ou três vistas: um alçado (que mostra o L e o furo redondo) e uma planta ou lateral para dar a espessura/profundidade. Regra de ouro: o número mínimo de vistas que descreve a peça sem ambiguidade — nem a mais, nem a menos.
Exercício 8 · Vista auxiliar
Uma peça tem uma face inclinada com dois furos. Porque não basta o alçado e a planta para os cotar, e o que se usa?
Resposta:
Numa face inclinada, o alçado e a planta mostram-na deformada (encurtada), pelo que os furos apareceriam ovais e as distâncias erradas. Usa-se uma vista auxiliar, projetada num plano paralelo à face inclinada, onde ela surge em verdadeira grandeza e se pode cotar corretamente.