Partilhar: WhatsApp
aulify
UC UC02208 · T. Multimédia

Ficha 05 · Composição e layout vetorial

Princípios visuais, tipografia, hierarquia, exportação
Versão · Aluno
Tempo · 60 minutos
Cotação · 100 pontos
Aluno(a)
Turma
Data
Objectivos da ficha

Parte I · Princípios de composição

Exercício 1 · Identificar princípios

Faça corresponder cada princípio de composição à sua definição:

Princípio Definição
A. Equilíbrio 1. Distribuição visual do peso
B. Hierarquia 2. Repetição com variação
C. Ritmo 3. O olho sabe onde olhar primeiro
D. Proporção 4. Relação entre tamanhos de elementos
E. Foco visual 5. O "vazio" é tão importante quanto o "cheio"
F. Espaço negativo 6. Um ponto principal captura a atenção

A — , B — , C — , D — , E — ___, F — ___

A — 1 (equilíbrio = peso visual) B — 3 (hierarquia = onde olhar primeiro) C — 2 (ritmo = repetição com variação) D — 4 (proporção = relação de tamanhos) E — 6 (foco visual = ponto principal) F — 5 (espaço negativo = vazio que respira)

Exercício 2 · Aplicar princípios

Analisa o seguinte design hipotético: um cartaz de exposição de pintura com o título centrado, datas em letras pequenas em baixo, e uma reprodução de obra dominante no centro.

a) Que tipo de equilíbrio está em uso (simétrico ou assimétrico)? ___

b) Qual é o foco visual principal? ___

c) A hierarquia entre título, datas e imagem está correcta? Justifica. ___

d) Como melhorias a composição? Sugere 2 alterações concretas.

a) Simétrico — título centrado sugere alinhamento central, equilíbrio simétrico.

b) A reprodução da obra — está no centro, é maior que os outros elementos.

c) Sim, hierarquia correcta — a obra (maior) atrai primeiro, depois o título, e só depois as datas pequenas. É a ordem natural de leitura para um cartaz de exposição (o que importa é a obra, não a data).

d) Sugestões: - Acrescentar mais espaço negativo à volta da obra — não enclausurar tanto com texto. - Considerar equilíbrio assimétrico — colocar a obra ligeiramente descentrada (regra dos terços) para criar dinamismo. - Usar contraste cromático — datas em cor secundária para reforçar hierarquia visual.

Parte II · Tipografia

Exercício 3 · Texto vetorial

Sobre o texto em design vetorial:

a) Quais as três formas de usar texto que conhece (texto simples, em caminho, convertido em caminho)? Descreva cada uma.

b) Quando é obrigatório converter texto em caminho antes de entregar um ficheiro?

c) Que desvantagem tem converter texto em caminho?

a) Três formas: - Texto simples — caixa de texto livre, redimensionável, editável (palavras podem ser alteradas). - Texto em caminho — texto que segue uma curva (efeito tipográfico, ex: texto em arco). Mantém-se editável. - Texto convertido em caminho — caracteres tornam-se objectos vetoriais puros. Visualmente igual, mas perde editabilidade textual.

b) É obrigatório converter quando o ficheiro vai ser enviado a alguém que pode não ter a fonte instalada — gráficas, clientes, colaboradores. Sem a fonte, o texto editável é substituído por Arial (ou outra fonte por defeito), arruinando o design.

c) Desvantagem: depois de convertido, não pode editar o texto (não consegue mudar palavras nem fonte). Por isso a regra prática é: converter só ao entregar, manter editável durante o trabalho. Guardar uma versão "master" com texto editável + uma "para entrega" com texto convertido.

Exercício 4 · Tipografia · escolhas

Para cada projecto, sugira 2 tipos de fonte apropriados e justifique:

a) Logo de uma marca de cosméticos de luxo. ___

b) Aplicação móvel para crianças (4-8 anos). ___

c) Manual técnico de um produto industrial. ___

d) Cartaz de festival de música electrónica. ___

a) Cosméticos luxo: serifa elegante (ex: Playfair Display, Bodoni) + sans-serif simples para complemento. Sugere sofisticação, tradição, refinamento.

b) App crianças: sans-serif arredondada e amigável (Fredoka, Nunito, Quicksand) + display divertido (Bubblegum Sans). Facilita leitura, transmite simpatia.

c) Manual técnico: sans-serif legível (Inter, Roboto, Source Sans Pro) + monospace para código (JetBrains Mono, Fira Code). Prioriza clareza e precisão sobre estilo.

d) Festival electrónica: display experimental (Druk, Knockout, custom geométrico) + sans-serif neutra (Helvetica, Inter) para informações. Sugere modernidade, energia, ruptura.

(Aceitam-se outras escolhas válidas; o que importa é a coerência com o contexto.)

Parte III · Layout prático

Exercício 5 · Hierarquia visual

Para um cartaz de evento musical, ordene os seguintes elementos do mais ao menos prominente (1 = mais visível, 6 = menos):

Ordem típica (várias soluções aceites, mas esta é a convenção):

  1. Nome do artista principal — é o que vende. Maior, mais negro.
  2. Subtítulo do evento ("Festival de Verão") — contextualiza.
  3. Data e hora — informação crítica.
  4. Local — onde é.
  5. Ícones de redes sociais — call to action secundário.
  6. Patrocinadores — letra mais pequena, geralmente em baixo.

A regra geral: o que vende a entrada é o que aparece maior. Em festivais com vários artistas, os "headliners" aparecem em destaque, os artistas secundários em letra mais pequena.

Exercício 6 · Regra dos terços

Explique a regra dos terços e dê um exemplo prático de aplicação num design vetorial.

A regra dos terços divide a composição numa grelha 3×3 (duas linhas horizontais + duas verticais, criando 9 quadrados iguais). Os elementos importantes devem ser colocados nas intersecções das linhas (4 pontos privilegiados) e ao longo das próprias linhas, em vez de centralizados.

Origem: veio da fotografia (séc. XIX) e da pintura clássica. Produz composições mais dinâmicas que o centramento simétrico simples.

Exemplo prático: num cartaz, em vez de colocar o logo no centro: - Colocar o logo no canto superior esquerdo (linha vertical esquerda × linha horizontal superior). - O título principal alinhado à linha horizontal central. - A informação secundária na linha horizontal inferior.

Isto cria movimento visual: o olho percorre Z desde o canto superior esquerdo até ao canto inferior direito.

Parte IV · Exportação

Exercício 7 · Escolher formato

Para cada destino, indique o formato de exportação mais adequado:

a) Logo para uso geral, vai para o sítio web e para apresentações: ___

b) Cartaz A2 a ser enviado à gráfica: ___

c) Ícone para botão de uma app móvel: ___

d) Imagem para post de Instagram: ___

e) Documento multi-página de identidade visual: ___

f) Imagem que vai ser editada por outra pessoa em Inkscape: ___

g) Imagem que vai ser usada como background CSS de uma página web: ___

a) SVG (principal) + PNG com fundo transparente (uso geral). SVG por escalabilidade, PNG por compatibilidade com software antigo.

b) PDF/X-1a ou PDF/X-4 com 3 mm de bleed, marcas de corte, CMYK.

c) SVG — escalável para qualquer densidade de ecrã.

d) PNG ou JPG 1080×1080 (Instagram limita a quadrado para feed; 1080×1350 para post 4:5).

e) PDF multi-página (Inkscape exporta directamente as pranchetas).

f) SVG (formato nativo Inkscape, totalmente editável).

g) SVG (inline em CSS via background: url('data:image/svg+xml,...') ou ficheiro separado) ou PNG se houver fotografia.

Exercício 8 · Preparação para impressão

Vais entregar à gráfica um cartaz A3 (297×420 mm) impresso a 4 cores (CMYK).

Listar as 6 acções necessárias antes da exportação final:

  1. Converter cores para CMYK. Trabalhar e exportar em modelo CMYK, não RGB. Em Inkscape, isto é parcial — para CMYK rigoroso, complementar com Scribus.

  2. Adicionar sangria (bleed) de 3-5 mm. O documento exportado deve ser 303×426 mm (ou maior), com o conteúdo do cartaz a estender-se 3 mm para além dos 297×420 mm.

  3. Converter texto em caminho. Caminho → Objecto a Caminho (Ctrl+Shift+C) para todo o texto. Garante que a fonte abre igual mesmo sem a fonte instalada na máquina da gráfica.

  4. Verificar resolução de bitmaps incluídos. Qualquer imagem JPG/PNG dentro do design deve ter mínimo 300 DPI à dimensão final.

  5. Adicionar marcas de corte. Pequenas linhas indicando onde o cortador deve cortar (no canto de cada uma das 4 esquinas).

  6. Exportar em PDF/X-1a ou PDF/X-4. São os standards profissionais para troca com gráficas. Verificar que o PDF tem o tamanho de página correcto (303×426 mm com bleed) e que tudo está em CMYK.

(Acções complementares: contactar a gráfica antes para confirmar especificações, fazer prova de cor, garantir manchas pretas a 100% K não a CMY misturado para evitar molhar o papel.)