Ficha 02 · Controlo de obra: autos, desvios e valor ganho
Exercício 1 · Consulta ao mercado e impacto de um atraso
Uma obra tem um custo de estaleiro de 2.600 €/mês (equivalente a cerca de 4,33 semanas). Um subempreiteiro escolhido pelo preço mais baixo atrasa a entrega em 3 semanas face ao planeado.
Calcula o custo de estaleiro por semana e o impacto financeiro desse atraso de 3 semanas.
Exercício 2 · Auto de medição
No mês em análise, foram executados os seguintes trabalhos: escavação, 300 m³ a 4,80 €/m³; alvenaria, 220 m² a 27,00 €/m²; reboco, 150 m² a 12,50 €/m². O contrato prevê retenção de garantia de 5% e amortização de adiantamento de 10%.
Calcula o valor total do auto e o valor líquido a pagar.
Exercício 3 · Desvio de custos
Uma rubrica tem um orçamento total de 80.000 € para o trabalho todo. Ao fim de um determinado mês, o avanço físico medido é de 45%, e o custo real acumulado é de 39.000 €.
Calcula o desvio em euros e em percentagem, e diz se é favorável ou desfavorável.
Exercício 4 · Um desvio de execução de 0% pode dar prejuízo
Uma rubrica foi vendida ao dono de obra por 5.500 €, mas o custo interno orçamentado para esse trabalho era de 6.200 €. A equipa de obra executou o trabalho gastando exatamente os 6.200 € previstos.
Há desvio de execução? A empresa lucra ou perde nesta rubrica? Explica a diferença entre os dois conceitos.
Exercício 5 · Valor ganho: PV, EV, AC
Uma obra tem um orçamento total de 180.000 €. Num dado momento, o planeamento previa 40% de avanço, mas o avanço físico medido foi de apenas 36%. O custo real incorrido até esse momento foi de 68.000 €.
Calcula o PV, o EV, o CV e o SV.
Exercício 6 · CPI, SPI e estimativa final
Com os valores do exercício anterior (EV = 64.800 €, AC = 68.000 €, PV = 72.000 €, orçamento total = 180.000 €), calcula o CPI e o SPI, interpreta os resultados, e estima o custo final da obra se o ritmo de custo se mantiver.
Exercício 7 · Revisão de preços e normas de obra
Um colega afirma: "sei de cor a fórmula de revisão de preços do Decreto-Lei n.º 6/2004, aplico-a a qualquer contrato." Explica porque essa afirmação está errada, e indica duas categorias de normas (fora do cálculo de custos) que também têm de ser cumpridas em obra.