Ficha 02 · ECU, OBD, redes e diagnóstico
Exercício 1 · O ciclo da ECU
Descreve, por palavras tuas, o ciclo de trabalho de uma ECU e explica o que é controlo em malha fechada, dando um exemplo.
Resposta:
A ECU lê os sensores, compara os valores com mapas programados, e comanda os atuadores. Repete isto continuamente.
Malha fechada = corrigir com base no resultado medido. Exemplo: a ECU injeta combustível, lê a sonda lambda, e ajusta a injeção até a mistura ficar correta.
Exercício 2 · Descodificar um DTC
Descodifica o código P0301 campo a campo e diz o que não deves concluir dele.
Resposta:
- P = Powertrain (motor/transmissão).
- 0 = código normalizado SAE.
- 301 = falha de combustão (misfire) no cilindro 1.
O que não deves concluir: que é "a bobina 1". A falha de combustão pode ser bobina, vela, injetor, compressão baixa ou cablagem. O DTC é o ponto de partida, não a peça a trocar.
Exercício 3 · Recursos do OBD
Enumera quatro coisas que consegues obter de uma máquina de diagnóstico OBD, além dos códigos de avaria.
Resposta:
- Freeze frame — condições no instante da falha.
- Live data (PID) — sensores em tempo real.
- Readiness / monitores — se os autotestes já correram.
- Atuação bidirecional — mandar a ECU acionar um componente para testar.
Exercício 4 · Teste da rede CAN
Com a ignição desligada, mede a resistência entre CAN-H e CAN-L. Que valor esperas e o que conclui se leres 120 Ω em vez do esperado?
Resposta:
Esperado: ≈ 60 Ω (duas resistências de terminação de 120 Ω em paralelo).
Ler 120 Ω indica que falta uma terminação — provável fio partido para um módulo de extremidade ou resistência em falta. Há que investigar a continuidade do barramento.
Exercício 5 · Testar um atuador
Explica como testarias uma bobina de ignição (ou injetor) combinando dois métodos.
Resposta:
- Resistência: medir a bobina/enrolamento e comparar com o valor do fabricante (não pode estar aberta nem em curto).
- Atuação: usar o scan tool para a acionar (atuação bidirecional) e/ou ver a forma de onda no osciloscópio.
Testar alimentação e massa do atuador antes de o condenar.
Exercício 6 · Método de diagnóstico
Um cliente diz que a luz do motor acende e o carro "puxa mal". Ordena os passos de um diagnóstico correto.
Resposta:
- Verificar/reproduzir a reclamação.
- Inspeção visual (fusíveis, conectores, massas, cablagem).
- Ler OBD (DTC + freeze frame + readiness).
- Analisar live data do sensor/sistema suspeito.
- Testar o circuito (alimentação, massa, sinal, queda de tensão, osciloscópio).
- Isolar a causa.
- Reparar e apagar os códigos.
- Confirmar com ensaio/prova de estrada.
Exercício 7 · Queda de tensão numa massa
Com o consumidor ligado, mede-se 0,7 V entre o terminal de massa do componente e a carroçaria. Diagnostica e indica a reparação.
Resposta:
Uma boa massa deve dar tipicamente < 0,2 V. Os 0,7 V revelam resistência excessiva na ligação (oxidação, aperto fraco).
Reparação: desapertar, lixar até ao metal, aplicar massa condutora se indicado, reapertar ao binário e voltar a medir a queda.
Exercício 8 · Ensaio e registo
Depois de substituir um sensor e apagar os códigos, que ensaios fazes antes de entregar o carro e o que registas no sistema oficinal?
Resposta:
Ensaios: confirmar que o DTC não volta; verificar a readiness dos monitores; fazer prova de estrada e nova leitura; calibrar/adaptar se necessário.
Registo: anomalia relatada, DTC lidos, testes efetuados, medições, peça substituída (referência) e tempo — para rastreabilidade, garantia, histórico e faturação.