Ficha 02 · Anomalias, geometria dos corpos, densidade, aquíferos e segurança
Exercício 1 · Positiva ou negativa
Classifica cada situação como anomalia positiva ou negativa e identifica a causa mais plausível: (a) um contorno de isolinhas com valores crescentes para o centro, numa zona de rochas ultrabásicas frescas; (b) um contorno com valores decrescentes para o centro, numa zona calcária conhecida por cavidades; (c) uma faixa alongada de valores mais baixos do que o esperado, ao longo de um vale com aluviões espessos que contêm um aquífero pouco profundo.
Exercício 2 · Anomalia ou aquífero
Um mapa de anomalias mostra uma zona negativa numa área onde tanto é conhecida uma antiga zona de fratura como a existência de um aquífero pouco profundo. Explica que informação adicional cruzarias para decidir entre as duas hipóteses, sem tirar conclusões apenas do mapa gravimétrico.
Exercício 3 · Forma do corpo a partir da anomalia
Um mapa de isolinhas mostra uma anomalia claramente alongada numa direção, com pouca extensão na direção perpendicular. Que geometria de corpo mineralizado é mais plausível, e como se distingue de um corpo esférico?
Exercício 4 · Profundidade e forma da anomalia
Dois corpos com a mesma densidade e a mesma forma estão a profundidades diferentes: um mais raso, outro mais profundo. Descreve como a anomalia à superfície difere entre os dois casos.
Exercício 5 · Topo rochoso
Um mapa gravimétrico regional mostra uma zona alongada de anomalia relativamente mais negativa, sem indícios de corpo mineralizado, numa área onde se conhece a existência de um vale antigo preenchido por sedimentos. Interpreta esta anomalia em termos do topo rochoso.
Exercício 6 · Densidade e contraste
Consulta a tabela de densidades de referência e responde: qual dos seguintes pares de materiais produziria uma anomalia mais forte, para o mesmo volume e profundidade de corpo: (a) um corpo de pirite numa rocha envolvente de arenito; (b) um corpo de pirite numa rocha envolvente de basalto? Justifica com o conceito de contraste de densidade.
Exercício 7 · EPI e riscos de campo
Uma equipa vai trabalhar junto de uma antiga escavação a céu aberto, em encosta íngreme e com tráfego ocasional de máquinas. Identifica pelo menos quatro medidas de EPI ou de SST adequadas a este contexto.
Exercício 8 · Atitudes profissionais em campo
Um colega sugere "poupar tempo" saltando o fecho do loop na estação base num dia de trabalho apertado. Explica, relacionando com pelo menos duas atitudes profissionais desta UC, porque essa decisão é desaconselhável.
Exercício 9 · Espessura de um paleovale
Um perfil atravessa um vale antigo, largo, preenchido por aluviões com 2,0 g/cm³ sobre xistos com 2,7 g/cm³. No centro do vale, a anomalia residual é −1,20 mGal. (a) Estima a espessura dos aluviões com a fórmula da placa, Δg = 0,04193 × Δρ × t. (b) Que espessura obterias se o contraste real fosse −0,5 g/cm³? (c) Que tipo de topo rochoso descreve este perfil?
Exercício 10 · Medir a densidade e prever a anomalia
Uma amostra de minério pesa 820,0 g ao ar e 620,0 g submersa em água. O encaixante tem 2,7 g/cm³. (a) Calcula a densidade da amostra. (b) Calcula o contraste de densidade. (c) Um corpo esférico deste minério, com 50 m de raio e centro a 150 m de profundidade, daria que anomalia máxima? Usa Δg = G × (4/3)πR³Δρ ÷ z², com G = 6,674 × 10⁻¹¹ m³·kg⁻¹·s⁻² e 1 mGal = 10⁻⁵ m/s².