Ficha 02 · Afloramentos, litologias e amostragem em canal e em painel
Exercício 1 · Fratura, falha e relação de corte
Um afloramento mostra dois planos de rutura na rocha: num deles, os dois lados estão claramente desalinhados; no outro, não há deslocamento visível. O plano com deslocamento corta e desloca um veio de quartzo. (a) Classifica cada plano e explica a diferença entre os dois conceitos. (b) O que se pode concluir sobre a ordem do veio e do plano que o desloca, e porquê?
Exercício 2 · Classificar litologias pela textura
Explica porque a textura é um critério mais fiável do que a cor para distinguir os três grandes grupos de rochas (ígneas, sedimentares, metamórficas), e dá um exemplo de um erro que a cor, sozinha, pode causar.
Exercício 3 · Alteração hidrotermal ou alteração meteórica
Observam-se manchas esverdeadas concentradas junto a uma fratura, e uma pátina acastanhada homogénea em toda a face exposta do afloramento. Identifica o tipo de alteração de cada caso e qual delas é o indício geologicamente mais relevante para a prospeção.
Exercício 4 · Propriedades geomecânicas no terreno
Indica, para cada propriedade geomecânica, uma forma prática de a avaliar no terreno sem equipamento de laboratório: (a) dureza; (b) grau de fraturação; (c) coerência.
Exercício 5 · Dimensionar um canal
Um veio mineralizado tem cerca de 50 cm de espessura, bem delimitado pela rocha encaixante. Descreve, passo a passo, como marcarias e executarias o canal de amostragem, diz em quantas amostras o dividirias, e explica porque o canal deve manter secção constante do início ao fim.
Exercício 6 · Definir a grelha de um painel
Uma face de afloramento de 2 por 3 metros mostra alteração hidrotermal dispersa, sem padrão linear. Propõe uma forma de delimitar o painel e definir a grelha de recolha, e explica porque não se deve concentrar a recolha apenas onde a rocha "parece" mais alterada.
Exercício 7 · Canal ou painel
Para cada situação, indica se usarias amostragem em canal ou em painel, e justifica: (a) um filão estreito e bem definido, atravessando o afloramento numa direção clara; (b) uma zona extensa de alteração hidrotermal dispersa, sem direção dominante.
Exercício 8 · Teor ponderado de um canal
Um canal perpendicular a um filão deu três amostras: C1, xisto do muro, 0,40 m com 0,08 g/t Au; C2, filão de quartzo com arsenopirite, 0,60 m com 4,50 g/t Au; C3, xisto do teto, 0,50 m com 0,10 g/t Au. (a) Calcula o teor médio ponderado do canal inteiro. (b) Que resultado se teria obtido se o canal fosse recolhido como uma só amostra, e que informação se perderia?
Exercício 9 · Unidades e limiar anomálico
(a) Converte: Au = 620 ppb para g/t; Zn = 0,18 % para ppm. (b) Numa campanha, a média dos logaritmos decimais do As de fundo num xisto é 1,30 e o desvio-padrão dos logaritmos é 0,20. Calcula o limiar pelo critério média + 2 desvios-padrão. (c) Uma amostra desse xisto deu 95 ppm As e outra, de um granito, deu 70 ppm As. Classifica-as.
Exercício 10 · Controlo de qualidade às cegas
Num lote de amostras com os números 3001 a 3020, a equipa quer inserir um material de referência certificado, um branco e um duplicado de campo. A amostra 3012 é um troço de filão com muitos sulfuretos. (a) Onde colocarias o branco, e porquê? (b) O CRM tem valor certificado de 2,00 g/t Au e desvio-padrão de 0,08 g/t; o laboratório reportou 2,20 g/t. O resultado passa o critério de ± 3 desvios-padrão? (c) Porque não se escreve "CRM" ou "branco" no saco?