Ficha 02 · Processos, PDCA, medição e melhoria
Exercício 1 · Anatomia de um processo
Desenha (em texto) o processo "produção de uma campanha", identificando entradas, atividades e saídas, e indica quem podia ser o dono do processo.
Entradas:
Atividades:
Saídas:
Dono do processo:
- Entradas — briefing do cliente, verba, prazo, elementos de marca.
- Atividades — conceção criativa → produção → revisão de provas → aprovação do cliente.
- Saídas — campanha aprovada e pronta a publicar/produzir.
- Dono do processo — o gestor de projeto / account (responsável por que o processo cumpra objetivo, prazo e indicadores).
Exercício 2 · Ciclo PDCA
Aplica o PDCA a este problema: "a taxa de conversão da landing page está abaixo da meta". Escreve uma frase por fase.
Plan:
Do:
Check:
Act:
- Plan — definir meta (ex.: subir a conversão de 2% para 4%) e hipótese (o CTA é pouco visível).
- Do — testar uma nova versão da página com CTA destacado (teste A/B).
- Check — medir a conversão das duas versões e comparar com a meta.
- Act — se a nova versão vence, adotar e padronizar; iniciar novo ciclo. Se não, rever a hipótese.
Exercício 3 · Causa-raiz com os 5 porquês
Problema: "um anúncio saiu com o preço errado". Aplica os 5 porquês até chegares a uma causa-raiz e propõe uma ação corretiva.
Porquê 1 → ...
Porquê 2 → ...
(continua)
Ação corretiva:
- P1: Porque o preço no anúncio estava desatualizado. → Porque foi usada uma tabela antiga.
- P2: Porque não havia uma fonte única de preços. → Porque cada pessoa guardava a sua cópia.
- P3: Porque nunca se definiu onde estão os preços oficiais.
- Causa-raiz: ausência de uma fonte única e atualizada de preços.
- Ação corretiva: criar um documento oficial de preços controlado (versão única) e tornar obrigatória a sua consulta na revisão. (Isto elimina a causa; apenas corrigir o preço no anúncio seria só uma correção.)
Exercício 4 · Documento vs registo
Classifica cada item como Documento ou Registo e justifica numa frase:
a) Procedimento de revisão de provas:
b) Folha assinada com o resultado da revisão de uma campanha:
c) Manual da qualidade:
d) Relatório de auditoria de março:
- a) Documento — diz o que fazer; pode ser revisto (tem versões).
- b) Registo — prova o que foi feito; não se altera.
- c) Documento — descreve o SGQ; é atualizável.
- d) Registo — evidência do que aconteceu numa auditoria concreta.
Regra: documento = o que fazer (mutável); registo = prova do que se fez (histórico).
Exercício 5 · Metrologia no digital
No marketing digital não usamos réguas nem balanças, mas há um equivalente à calibração. Explica o que é a metrologia e dá dois exemplos de como garantir medições fiáveis numa campanha online.
Resposta:
Metrologia é a ciência da medição — garantir que os valores medidos são fiáveis e rastreáveis. No digital, os "instrumentos" são as ferramentas de analítica. Garantir fiabilidade (a "calibração"):
- Verificar o tracking — confirmar que os eventos/conversões estão bem configurados e não há dupla contagem.
- Definir métricas claras — o que conta como "conversão" ou "lead", para todos medirem o mesmo.
(Também válido: reconciliar dados entre plataformas, usar filtros anti-spam/bot, validar o funil.)
Exercício 6 · Produto Não Conforme
Situação: na revisão da prova, deteta-se que o logótipo do cliente está numa cor errada num vídeo já montado. Descreve o tratamento como PNC (3 passos) e distingue correção de ação corretiva.
1. Identificar/isolar:
2. Decidir destino:
3. Registar/analisar causa:
Correção vs ação corretiva:
- Identificar e isolar — marcar o vídeo como reprovado; não segue para publicação.
- Decidir — corrigir a cor e reexportar (reprocessamento).
-
Registar e analisar a causa — porquê? (não foi usado o manual de marca?).
-
Correção: corrigir a cor do logótipo neste vídeo.
- Ação corretiva: tornar obrigatória a verificação contra o manual de identidade antes da exportação — elimina a causa e evita a repetição.
Exercício 7 · Indicadores SMART
Escolhe um objetivo de qualidade de uma agência e transforma-o num indicador SMART com meta. Explica porque é que "melhorar a qualidade" não é um indicador válido.
Objetivo:
Indicador SMART + meta:
Porque "melhorar a qualidade" não serve:
- Objetivo: reduzir erros nas campanhas.
- Indicador SMART: "n.º de gralhas detetadas após aprovação por campanha", meta ≤ 1 por trimestre. É eSpecífico, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal.
- "Melhorar a qualidade" não serve porque não é mensurável nem tem meta nem prazo — não se consegue saber se foi cumprido. Um indicador precisa de número, meta e responsável.
Exercício 8 · Auditoria interna
Explica o que é uma auditoria interna, para que serve e por que motivo o auditor não pode auditar o seu próprio trabalho.
Resposta:
Uma auditoria interna é um exame sistemático, documentado e independente que verifica se o SGQ cumpre os critérios (norma + procedimentos próprios) e é eficaz, identificando oportunidades de melhoria. Baseia-se em evidências objetivas e produz um relatório com conformidades e não conformidades.
O auditor não audita o seu próprio trabalho para garantir a independência e imparcialidade: quem executou a tarefa tende a não ver os seus próprios erros e teria conflito de interesses. A auditoria é uma ferramenta de melhoria, não de "caça ao culpado".