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UC UC00244 · T. Sist. Comp. Redes

Ficha 02 · Implementação, testes e defesa

Plano de testes, documentação, relatório, PAP
Versão · Aluno
Tempo · 60 minutos
Cotação · 100 pontos
Aluno(a)
Turma
Data
Objectivos da ficha

Parte I · Implementação

Exercício 1 · Por fases (10 pts)

Porque se deve implementar e validar por fases (ex.: DNS → AD → DHCP → ficheiros) em vez de configurar tudo e testar no fim?

Porque há dependências (o AD precisa de DNS; o DHCP autoriza-se no AD; os serviços dependem da rede). Validar cada fase antes de avançar localiza problemas cedo e evita ter de diagnosticar um sistema enorme onde "nada funciona". Reduz risco e tempo de depuração — princípio de isolar variáveis.

Exercício 2 · Git no projeto (10 pts)

Que vantagens tem versionar (Git) as configurações e a documentação desde o dia 1 de um projeto de infraestrutura/PAP?

Parte II · Testes

Exercício 3 · Plano de testes (20 pts)

Para um projeto com VLANs (Alunos isolados da Secretaria), AD, DHCP e servidor de ficheiros, indica 5 testes (o que verificar e resultado esperado).

# Teste Esperado
1 Cliente recebe IP por DHCP da sua VLAN IP no intervalo correto, gateway/DNS certos
2 Login com conta de domínio Autentica; máquina vê o AD
3 Aluno → recurso da Secretaria (ping/SMB) Bloqueado (ACL)
4 Professor → servidor de ficheiros Acede com permissões do grupo; escreve
5 Restauro de backup de uma pasta Pasta recuperada corretamente
6 Acesso à Internet a partir de cada VLAN Funciona (NAT)

Documentar esperado vs obtido; incluir testes que devem falhar (isolamento).

Exercício 4 · Teste de recuperação (10 pts)

Porque é importante incluir um teste de recuperação (restaurar backup / failover) no plano, e não só testes funcionais?

Porque um sistema só está realmente fiável se se conseguir recuperá-lo quando falha. Backups e redundância "configurados" mas nunca testados muitas vezes não funcionam quando são precisos (backup corrompido, procedimento errado). Testar recuperação valida o RPO/RTO prometido e dá confiança real — é tão importante como o sistema funcionar no dia-a-dia.

Parte III · Documentação

Exercício 5 · Relatório (15 pts)

Lista a estrutura (capítulos) de um relatório técnico de projeto/PAP e o objetivo de cada um (1 frase).

  1. Introdução — contexto, motivação, objetivos.
  2. Requisitos — funcionais e não-funcionais.
  3. Projeto — topologia, endereçamento, serviços, segurança, decisões justificadas.
  4. Implementação — o que foi feito, dificuldades e soluções.
  5. Testes — plano e resultados (esperado vs obtido).
  6. Orçamento — material + mão de obra + IVA.
  7. Conclusões — objetivos atingidos, limitações, trabalho futuro.
  8. Anexos — configs, diagramas, runbooks.

Exercício 6 · Documentação viva (10 pts)

Porque deve a documentação (diagramas, endereçamento) ser atualizada a cada mudança e não só no fim?

Porque documentação desatualizada engana — numa avaria, agir com base num diagrama errado prolonga a indisponibilidade (mexe-se no equipamento errado, assume-se VLAN/IP que já mudou). Documentar à medida é também mais fácil (lembramo-nos das decisões) e evita o trabalho enorme — e impreciso — de "documentar tudo no fim". É parte do processo de gestão de mudança.

Parte IV · Defesa

Exercício 7 · Preparar a defesa (25 pts)

Vais defender o projeto/PAP perante um júri.

a) Lista 5 cuidados para a apresentação. (15 pts)

b) O júri pergunta "porque escolheste esta solução e não a alternativa X?". Como deves responder? (10 pts)

a) Cuidados: 1. Ensaiar e cronometrar (~15 min); falar com fluidez. 2. Começar pelo problema/utilidade, não pela tecnologia. 3. Demo (real/simulada) com plano B gravado caso falhe. 4. Slides limpos — diagramas e resultados, pouco texto. 5. Antecipar perguntas (segurança, escalabilidade, custo, recuperação). 6. Assumir limitações com consciência do que melhoraria; postura calma.

b) Não dizer "porque gosto mais". Responder com critérios objetivos: contexto/requisitos do cliente, custo vs benefício, competências disponíveis, escalabilidade e manutenção, riscos e como os mitiguei; reconhecer os pontos fortes da alternativa e explicar porque os trade-offs pendem para a solução escolhida neste caso. Mostrar que se ponderou, não que se escolheu ao acaso.