Ficha 02 · Sobrealimentação e diagnóstico
Exercício 1 · Porquê sobrealimentar
Explica, por palavras tuas, o que se ganha ao sobrealimentar um motor e por que razão isso permite o downsizing.
Resposta:
Sobrealimentar é empurrar ar mais denso para os cilindros. Com mais ar, pode queimar-se mais combustível → mais potência e binário do mesmo motor. Isto permite o downsizing: usar um motor mais pequeno (menos consumo/emissões em uso normal) que entrega a potência de um maior quando é preciso.
Exercício 2 · Turbo vs compressor
Preenche a tabela comparando turbocompressor e compressor volumétrico.
| Turbo | Compressor | |
|---|---|---|
| Acionamento | ? | ? |
| Resposta (lag?) | ? | ? |
| Custo em potência | ? | ? |
Resposta:
| Turbo | Compressor | |
|---|---|---|
| Acionamento | gases de escape | correia do motor |
| Resposta | tem lag a baixas rpm | imediata |
| Custo em potência | aproveita energia "perdida" | rouba potência ao motor |
Exercício 3 · Dentro do turbo
Descreve as partes principais de um turbocompressor (turbina, compressor, veio) e explica por que o óleo limpo e deixar arrefecer o motor são tão importantes.
Resposta:
- Turbina (lado quente) — girada pelos gases de escape.
- Compressor (lado frio) — comprime o ar de admissão.
- Veio + chumaceiras — ligam as duas rodas, lubrificados/arrefecidos a óleo.
Gira a >150 000 rpm e fica incandescente. Óleo sujo ou desligar o motor a quente "coze" o óleo no veio e destrói o turbo. Por isso: óleo limpo, intervalos de mudança respeitados, e deixar ao ralenti a arrefecer após esforço.
Exercício 4 · Órgãos de apoio
Diz a função de cada um: intercooler, wastegate, VGT/VNT.
Resposta:
- Intercooler — arrefece o ar comprimido (mais denso = mais potência, menos detonação).
- Wastegate — limita a pressão máxima, desviando gases da turbina.
- VGT/VNT — turbo de geometria variável: palhetas móveis reduzem o lag a baixas rotações e regulam a pressão em toda a gama.
Exercício 5 · Falta de boost
Um diesel tem falta de força e um código de "pressão de sobrealimentação abaixo do alvo". Descreve, por ordem, os passos de diagnóstico — do mais barato ao mais caro.
Resposta:
- Ler o boost ao vivo e comparar com o alvo do fabricante.
- Procurar fugas no intercooler/tubos/abraçadeiras (máquina de fumo) — barato e comum.
- Verificar a VGT (palhetas gripadas por fuligem) e o comando da wastegate.
- Verificar o sensor MAP/boost.
- Só depois suspeitar do turbo em si (folga no veio, palhetas).
Reparar a causa, apagar o código e confirmar em ensaio de estrada.
Exercício 6 · Método OBD
Ordena corretamente as etapas de um diagnóstico com OBD e diz que PIDs (dados ao vivo) são úteis para os sistemas antipoluição/sobrealimentação.
Resposta:
Ordem: (1) ouvir o cliente e reproduzir a avaria → (2) ler DTC e dados ao vivo → (3) verificar o óbvio (fugas, conetores) → (4) testar o componente suspeito → (5) reparar, apagar e confirmar.
PIDs úteis: λ (sonda), caudal MAF, pressão MAP/boost, contrapressão do DPF, temperatura de escape, dosagem de AdBlue.
Exercício 7 · Ensaio final
Depois de reparar, que ensaios confirmam que o carro voltou a cumprir a norma? Cita pelo menos três verificações.
Resposta:
- Ensaio de estrada com leitura ao vivo: o boost atinge o alvo? a sonda regula? o DPF regenera?
- Analisador de gases (gasolina) ou opacímetro (diesel) para confirmar que cumpre a norma.
- Confirmar ausência de códigos e de luzes de aviso no painel.
Exercício 8 · Segurança na oficina
Enumera os principais riscos ao reparar sistemas de antipoluição/sobrealimentação e a medida de proteção correspondente.
Resposta:
- Queimaduras (escape/turbo muito quentes) → deixar arrefecer, usar luvas.
- Intoxicação por CO (gases tóxicos) → extração de fumos obrigatória.
- AdBlue / cinzas do DPF irritantes/nocivos → EPI (luvas, óculos, máscara).
- Resíduos perigosos (catalisadores, óleo) → encaminhar para tratamento adequado.