Partilhar: WhatsApp
aulify
UC UC00056 · T. Cozinha/Restaur., T. Animação Turística, T. Turismo, T. Alojamento Hoteleiro, T. Serviços Marítimos

Ficha 01 · Conceitos, quadro normativo e direitos

Turismo acessível e inclusivo, legislação e público-alvo
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
Turma
Data

Exercício 1 · Acessível vs inclusivo

Explica, por palavras tuas, a diferença entre turismo acessível e turismo inclusivo. Dá um exemplo de um serviço que seja acessível mas não inclusivo.

Resposta:

Exemplo: um restaurante com rampa e WC adaptado (acessível) mas cuja equipa fala apenas com o acompanhante e ignora o cliente com deficiência — é acessível, mas não inclusivo.

Exercício 2 · Designações corretas

Reescreve as expressões seguintes numa forma correta e respeitosa: a) "o deficiente da mesa 4" b) "coitado, sofre de cegueira" c) "está preso a uma cadeira de rodas" d) "aquele surdo-mudo".

Resposta:

a) o cliente com deficiência da mesa 4 (ou simplesmente "o cliente da mesa 4"). b) é uma pessoa cega (sem "coitado" nem "sofre de"). c) é utilizador de cadeira de rodas / usa cadeira de rodas. d) aquela pessoa surda.

Regra: pessoa primeiro, sem rótulos nem dramatização.

Exercício 3 · Modelos da deficiência

Uma pessoa em cadeira de rodas não consegue entrar num café por causa de um degrau à porta. Segundo o modelo social, onde está o "problema"? E o que muda em relação ao modelo médico?

Resposta:

Segundo o modelo social, o problema está na barreira do meio — o degrau — e não na pessoa. É o meio que "incapacita". No modelo médico, o foco estaria na pessoa e na sua limitação ("curar/corrigir"). A mudança de olhar torna a acessibilidade uma responsabilidade do serviço: basta uma rampa para resolver.

Exercício 4 · Quadro normativo

Associa cada situação ao instrumento legal/diretriz mais adequado: 1. Normas técnicas de rampas e WC adaptado. 2. Direito internacional à acessibilidade. 3. Proibição de discriminar em razão da deficiência. 4. Recomendações de turismo acessível para todos.

Opções: DL 163/2006 · Convenção da ONU (2006) · Lei 46/2006 · OMT.

Resposta:

1 → DL 163/2006 (acessibilidade a edifícios e espaços públicos). 2 → Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006). 3 → Lei 46/2006 (não discriminação). 4 → OMT (Recommendations on Accessible Tourism for All).

Exercício 5 · Por que é um bom negócio

Indica três razões pelas quais investir em acessibilidade beneficia o próprio estabelecimento.

Resposta:

Três razões (bastam três): - Alarga o mercado — 1 em cada 4 adultos na UE tem alguma deficiência; somam-se idosos, grávidas, famílias. - Efeito acompanhante — raramente viajam sós, o que multiplica dormidas e refeições. - Combate a sazonalidade — costumam viajar na época baixa e são clientes fiéis. - Melhora a experiência de todos (design universal) e cumpre a lei.

Exercício 6 · Cão de assistência

Um cliente cego chega acompanhado do seu cão-guia. Um colega quer recusar a entrada "por causa das regras de higiene". O que respondes e porquê?

Resposta:

O cão de assistência tem direito de acesso a estabelecimentos de restauração (legislação específica sobre cães de assistência). Não pode ser recusado nem separado do dono. Devemos acolher normalmente, indicar a mesa, e não tocar nem distrair o animal, que está a trabalhar.

Exercício 7 · Direitos do cliente

Enumera quatro direitos que qualquer cliente com limitações tem, no atendimento.

Resposta:

Quatro (entre outros): - Igualdade e não discriminação — o mesmo serviço e dignidade. - Autonomia e escolha — decidir por si. - Privacidade — sem perguntas indiscretas nem exposição da condição. - Segurança — incluindo planos de emergência. - Acessibilidade à informação, ao espaço e ao serviço.

Exercício 8 · Público-alvo alargado

Além das pessoas com deficiência, indica quatro grupos que também beneficiam do turismo acessível.

Resposta:

Quatro (entre outros): pessoas idosas; grávidas; pais/famílias com crianças pequenas; pessoas com limitações temporárias (fratura, pós-operatório); pessoas com alergias/intolerâncias alimentares; pessoas com características físicas excecionais.

Mostra que o turismo acessível serve um público muito mais amplo.